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Crime no Surrão: PCRR apresenta provas da investigação do duplo homicídio

Trabalho realizado busca identificar legalmente os autores e indiciá-los criminalmente (Fotos: Ascom/PCRR)

A PCRR (Polícia Civil de Roraima) realizou nesta terça-feira, 14, uma coletiva de imprensa para anunciar os resultados da perícia realizada no local do crime que vitimou o casal de agricultores Flávia Guilarducci, de 50 anos e Jânio Bonfim de Souza, de 57 anos, no município do Cantá.

De acordo com o delegado da DGH (Delegacia Geral de Homicídios), João Evangelista, todos os dados coletados no local do crime e também os áudios dos celulares das vítimas foram analisados pelo ICPDA (Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida). O laudo oficial com todas as análises feitas sobre o local do crime foi entregue ao delegado durante a coletiva pelo diretor do ICPDA, Sttefani Ribeiro.

“Nós identificamos um áudio, que inclusive foi veiculado nas mídias logo na noite do dia 28. Esse áudio viralizou e houve uma grande repercussão a nível local e nacional sobre as vozes e sobre todo o contexto, uma vez que se tratava de um contexto relacionado com terras e o final do áudio são disparos de arma de fogo e as duas vítimas vêm a morrer. A perícia identificou que naquele instante as falas de alguns indivíduos são compatíveis com as falas dos investigados”, disse o delegado.

Durante a coletiva, João Evangelista destacou ainda que a PCRR tem realizado diligências ininterruptas em busca do quinto envolvido no crime.

“Ele está com sua prisão decretada desde a sexta-feira do dia 10 e estamos em peso, não apenas a Polícia Civil como a Polícia Militar, o governo federal, os órgãos de segurança pública e solicitamos inclusive o apoio da população com mais informações a fim de que a gente alcance o paradeiro dele”, disse o delegado.

Presente na coletiva, a delegada-geral, Darlinda de Moura Viana, destacou que o trabalho realizado busca identificar legalmente os autores e indiciá-los criminalmente.

“É importante frisar que a Polícia Militar sempre foi uma parceira, uma coirmã da Polícia Civil. A gente vem trabalhando conjuntamente há muito tempo, rotineiramente todos os dias. Não é porque alguns elementos, algumas pessoas envolvidas em alguns crimes pertencem à corporação Polícia Militar que isso afeta o trabalho e afeta a parceria que existe entre as instituições”, destacou a delegada.

Darlinda completou: “Uma coisa são as pessoas, outra coisa são as instituições. As instituições são muito maiores do que as pessoas, apesar de serem feitas por pessoas. Então, a parceria entre a Polícia Civil e a Polícia Militar sempre houve, sempre vai existir. A Polícia Militar está trabalhando internamente para fazer a apuração devida da parte administrativa e a exclusão desses maus policiais. E a Polícia Civil está fazendo a repressão para que eles sejam julgados devidamente através de um devido processo legal e com todas as garantias de defesa para que eles possam, ao final, serem condenados ou absorvidos de acordo com o Poder Judiciário”, disse.

Esteve presente ainda na coletiva, a diretora do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), delegada Miriam Di Manso.


Entenda o crime

O casal de agricultores Jânio Bonfim de Souza e Flávia Guilarducci tiveram a casa invadida por quatro homens que atiraram contra eles na manhã do dia 23 de abril, na vicinal do Surrão, município do Cantá. Os dois foram socorridos e levados ao Hospital Geral de Roraima por uma testemunha, mas, horas depois, o agricultor não resistiu e faleceu. A mulher permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva, mas também faleceu no dia 28 de abril.

No dia seguinte ao ataque, duas pessoas foram presas em flagrante por policiais civis do município do Cantá, acusadas do crime. Trata-se e G.L.V., de 53 anos e L.L.R.S., de 35 anos.

O caso passou a ser investigado pela equipe da DGH que, após diligências para esclarecer a autoria do crime. No dia 10 de maio foi realizada a Operação Terras do Surrão, foram cumpridos os mandados de prisão temporária do oficial da Polícia Militar, Capitão H.J.S.S., de 47 anos, e do Autônomo J.A.R., ficando um quinto suspeito ainda foragido.

FONTE: PCRR


 

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