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PF destrói 500 acampamentos de garimpeiros em um ano na Terra Yanomami

Acampamento em um dos maiores garimpos ilegais da Terra Yanomami é destruido — Foto: Alexandro Pereira/Rede Amazônica

Desde janeiro de 2023, quando o governo federal decretou emergência em saúde na Terra Indígena Yanomami, 500 acampamentos montados pelos garimpeiros ilegais na floresta foram destruídos pela Polícia Federal. Com invasores operando em quase todo o território, a quantidade de acampamentos é 134% maior que o número de comunidades indígenas na região que tem 371 aldeias.

O território é alvo há décadas do garimpo ilegal, mas a invasão se intensificou nos últimos anos. A atividade impacta diretamente o modo de vida dos povos originários, isto porque a invasão destrói o meio ambiente, causa violência, conflitos armados e poluição dos rios devido ao uso do mercúrio.

Em 2023, a Polícia Federal deflagrou 13 operações policiais relacionadas ao garimpo ilegal no território. Durante todo o primeiro ano de emergência, os agentes bloquearam mais de R$ 589 milhões e prenderam mais de 200 garimpeiros, entre flagrantes, prisões preventiva e temporária.

Um dos acampamentos destruídos no último ano ficava na comunidade Homoxi, uma das regiões com maior presença de garimpo ilegal na Terra Yanomami. Policiais destruíram maquinários usados na extração de minérios e retomaram o controle da região cerca de dois meses após o decreto de emergência.

Homoxi é a mesma região onde dezenas de garimpeiros se aglomeram na pista conhecida como Jeremias na tentativa de conseguir aviões ou helicópteros para sair do território logo que o governo federal intensificou as ações para a retirada dos invasores, em fevereiro do ano passado.

Apesar das ações de desintrusão do governo federal, as regiões Uraricoera, Waikás, Aracaçá e Papiuú ainda enfrentam problemas com o garimpo ilegal, segundo Dário Kopenawa, vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami.

"Essas regiões são as mais afetadas pelo movimento garimpo ilegal. O garimpo continua crescendo nessas e em outras regiões da Terra Yanomami", afirmou a liderança indígena.

Em 2023, a PF também destruiu 28 aeronaves e 137 balsas ou embarcações, assim como outros suprimentos utilizados na prática dos crimes ambientais. 

Fonte: g1 RR

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