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Operação prende três suspeitos de estuprar crianças e adolescentes

Os três presos aguardam a audiência de custódia — Foto: PCRR/Divulgação


Uma operação da Polícia Civil prendeu três homens, de 32, 44 e 51 anos, suspeitos de estuprar crianças e adolescentes em comunidades indígenas de Alto Alegre, no interior de Roraima. As prisões foram divulgadas nesta quinta-feira (24).

Os suspeitos eram moradores das comunidades e todos eram parentes próximos das vítimas. Um deles, de 51 anos, é suspeito de ter estuprado duas meninas, uma de 10 e outra de cinco anos, na comunidade da Mangueira, Zona Rural de Alto Alegre.

De acordo com o delegado Wesley de Oliveira, as investigações apontaram que o homem abusou das crianças, causando sangramento por inúmeras vezes.

“O caso chegou a nós por meio do Conselho Tutelar. Em suas declarações, as meninas contaram ainda que tinham medo de denunciá-lo devido às constantes ameaças que sofriam. Ameaças essas que se intensificaram após ele tomar conhecimento das denúncias”, detalhou.

Na ação, o irmão dele de 44 anos também foi preso. Ele era casado com a irmã da criança e começou a abusar sexualmente da menina quando ela tinha 10 anos, mas desde os seis anos ele já a aliciava.

“Em seu relato, a menina, hoje com 14 anos, contou que ele a estuprou por inúmeras vezes e que quando começou a entender que se tratava de um abuso e que aquilo que estava acontecendo com ela não era correto, começou a se automutilar devido aos traumas sofridos”.

O último preso, de 32 anos, teve a prisão representada pelo delegado após uma denúncia realizada também pelo Conselho Tutelar do Município. A denúncia informou que o homem teria estuprado a enteada de 11 anos, na comunidade do Pium, Zona Rural de Alto Alegre.

A menina contou que por duas vezes, ao chegar bêbado em casa, o padrasto introduziu o órgão genital dele no dela e que sentiu muitas dores, pedindo para que ele parasse. De acordo com o relato, a menina contou para mãe, que pediu para que o homem parasse com isso ou ele ‘’seria preso’’.

“Neste caso, após a comprovação por meio de laudo de conjunção carnal e o testemunho da criança, constatamos que eles moram na mesma comunidade e que havia o perigo iminente que ele representa para a criança, então, também, representamos pela prisão preventiva”, relatou o delegado.

Wesley Oliveira lembrou que a maioria dos casos de abuso sexual com crianças são cometidos por pessoas que têm acesso aos menores.

“Infelizmente todos os casos são de estupro de vulneráveis. Ou seja, as vítimas são crianças ou adolescentes que foram estupradas por parentes próximos, primos, padrastos, pessoas que têm acesso a essas crianças. Durante o nosso trabalho, o Ministério Público e o Poder Judiciário entenderam que os nossos argumentos eram pertinentes, o que foi determinante para que a prisão desses autores fosse decretadas e, agora, passarão a responder pelo crime perante a Justiça”, concluiu.

Os suspeitos foram presos preventivamente e devem passar por audiência de custódia para determinar se eles vão continuar presos ou se responderão em liberdade.

Fonte: G1

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