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Mulher morre após chegar a hospital sem roupas e com marcas de lipoaspiração no corpo

A morte da mulher foi atestada por uma médica de plantonista do HGR, às 23h38.À PM


Uma mulher, de 45 anos, identificada como Alzenir Vitor da Silva, deu entrada desacordada no Hospital Geral de Roraima (HGR) com marcas de lipoaspiração pelo corpo e morreu na noite dessa quarta-feira (2), em Boa Vista. Ela estava sem roupas quando chegou à unidade e foi levada por um homem não identificado, segundo a Polícia Militar. 

A morte da mulher foi atestada por uma médica de plantonista do HGR, às 23h38.À PM, a médica disse que a paciente estava com marcações pelo corpo que indicavam "local para realização de procedimento cirúrgico como lipoaspiração" e que essas marcas se pareciam com "entradas de tiros".

Depois da morte da mulher, uma massagista amiga dela, de 29 anos, esteve no hospital e contou aos policiais da unidade que Alzenir havia dito alguns dias antes que iria fazer uma lipoaspiração, mas que não contaria para ninguém da família.

O procedimento, segundo a amiga, ocorreria na noite dessa quarta, em um casa simples que não aparentava ser uma clínica, no bairro Caimbé, zona Oeste de Boa Vista. A PM foi até o local e encontrou materiais cirúrgicos, como bisturi, bata cirúrgica (entenda mais abaixo).

Após atestar a morte, a médica acionou o Instituto Médico Legal (IML), que removeu o corpo. Ao solicitar a remoção, foi relatado que a paciente chegou ao hospital com "franca parada cardiorespiratória" e sinais de procedimento "cirúrgico imediato". Foram feitos todos os protocolos de reanimação, mas ela não resistiu.

O caso foi registrado pela PM na Central de Flagrantes da Polícia Civil. Procurada, a Polícia Civil ainda não informou se abriu investigação.

Em nota, Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) confirmou que, no HGR, "a equipe identificou marcas de procedimento de lipoaspiração possivelmente feito de forma clandestina."


Procedimento em 'casa simples'


Dois soldados da PM que ficam no HGR relataram que Alzenir foi levada ao hospital por um homem que estava bastante nervoso. Na unidade, ele solicitou uma cadeira de rodas para retirá-la do carro. Em seguida, foi até a recepção e passou os dados dela. O homem disse ainda que fazia massagem em Alzenir quando ela passou mal e pediu um copo d'água - depois desse relato, ele deixou o hospital.

Um tempo depois, a massagista amiga de Alzenir chegou no HGR em busca de informações. Ela contou aos policiais que a paciente havia dito que faria uma lipoaspiração, pediu o apoio dela naquela no pós-operatório e repassou o endereço de onde seria o procedimento.

A amiga, ainda segundo a PM, foi até local "e quando chegou percebeu se tratar de uma casa simples não aparentando se tratar de uma clínica."

Ela entrou no imóvel e soube que Alzenir já se estava em procedimento cirúrgico numa sala anexa à casa. Depois, ela viu quando três pessoas - um suposto médico e duas mulheres assistentes, que faziam a cirurgia saíram de dentro da casa com a amiga desmaiada e dizendo que iriam levá-la ao hospital.

A PM foi até a casa indicada. No imóvel, foram recebidos por um casal, um homem de 27 anos e uma mulher, de 29. A mulher disse que a residência pertencia à sogra, que é esteticista, mas que ela havia saído.

Ainda segundo a mulher, a sogra eventualmente alugava o espaço e equipamento para outras pessoas. A PM entrou numa sala anexa e encontrou "equipamentos estéticos, materiais cirúrgicos, como bisturi, bata cirúrgica."

A perícia foi acionada e foi identificado que o espaço havia sido limpado recentemente. Além disso, foram encontrados exames e roupa de Alzenir. A casa possui sistema de câmeras, mas a PM não encontrou nenhum aparelho.

Fonte: G1

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